As Necessidades Humanas à
Luz de Cristo
Olá,
abençoados e abençoadas. Hoje quero refletir sobre as necessidades humanas em
suas dimensões física, emocional e espiritual. Embora sejamos seres que
precisam de alimento, abrigo e afeto, a Escritura nos revela que, em última
instância, a única necessidade essencial é Jesus Cristo. Eu preciso de Jesus, você precisa de Jesus, todos nós precisamos de Jesus, e
somente d’Ele.
Jesus declarou: “Eu sou o caminho, a verdade e a
vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.” (João 14:6). Essa afirmação não é
apenas uma revelação divina, mas também a comprovação da nossa dependência
espiritual. Sem Jesus, não há reconciliação com Deus, não há salvação, nem vida
plena.
Muitos
pensam que precisam de religião, de regras, ou de instituições humanas para se
achegar a Deus. No entanto, o Evangelho nos ensina que a verdadeira salvação
não está nas práticas externas, mas na
graça e no amor de Deus revelado em Cristo. A Escritura afirma: “Nem
a morte, nem a vida, nem anjos, nem principados, nem potestades, nem o
presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra
criatura poderá nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso
Senhor.” (Romanos 8:38-39).
Isso significa que nada terreno pode garantir a salvação. Ela depende de uma única decisão, reconhecer que precisamos de Jesus. Deus não precisa de nós; o céu não depende da nossa existência. Mas nós dependemos inteiramente de Jesus para sermos salvos. Ele é o único mediador entre Deus e os homens, a única ponte entre o humano e o divino.
A
Obediência como Prova de Amor
Muitos
afirmam: “Eu sou de Jesus”. Mas será que essa declaração é uma verdade vivida,
ou apenas um sentimento de boa intenção? Jesus mesmo advertiu:
“Por que me chamais ‘Senhor, Senhor’, e não fazeis
o que eu digo?” (Lucas 6:46).
O verdadeiro discípulo não é aquele
que fala de Jesus, mas aquele que vive
segundo a Sua Palavra. Ser de Jesus é se submeter à Sua vontade,
obedecer aos Seus mandamentos e manifestar Seu amor ao próximo.
Jesus, em
todas as suas pregações, exaltava o Pai celestial e reconhecia a fraqueza
humana. Sabia que o homem tem dificuldade em cumprir até o mais simples
mandamento: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” Esse amor não é
seletivo nem condicionado às conveniências. Amar verdadeiramente é um ato de
entrega, um reflexo do amor divino que habita em nós.
Quem ama a si mesmo cuida do corpo, da mente e do espírito; busca segurança, saúde e bem-estar. Portanto, amar o próximo da mesma forma implica desejar e trabalhar pelo bem dos outros, parentes, amigos e até desconhecidos. Amar é agir com compaixão, é se importar com quem sofre, é olhar além das aparências.
O Verdadeiro Sentido do
Amor e da Religião
Quando Jesus foi chamado de
“Bom Mestre”, respondeu: “Ninguém é bom, senão um só: Deus.” (Mateus
19:17). Assim, aprendemos que o amor
verdadeiro e a bondade autêntica têm origem em Deus, e não nas emoções
humanas.
O amor não é apenas um sentimento; é
uma força divina, uma essência
que procede do próprio Criador. Por isso, não existem diferentes formas de
amor, existe um só amor, e esse
amor é Deus. Como diz a
Escritura: “Deus é amor.” (1 João 4:8).
Deus não
precisa de nossas ofertas materiais, nem de rituais grandiosos. Mesmo assim,
Ele nos amou primeiro, quando ainda éramos Seus inimigos. Essa é a mais
profunda demonstração de graça que existe.
Infelizmente,
muitos transformam a fé em religiosidade superficial. Jesus condenou duramente
os fariseus e escribas por praticarem uma religião hipócrita, centrada em
rituais e aparências, em vez de em amor e misericórdia. A fé verdadeira não é
formalidade; é transformação interior.
O
apóstolo Tiago resume de forma brilhante o que é a verdadeira religião: “A
religião pura e imaculada diante de Deus é esta: visitar os órfãos e as viúvas
nas suas tribulações, e guardar-se incontaminado do mundo.” (Tiago 1:27).
Quantos órfãos, viúvas e doentes existem dentro e fora das igrejas? Pessoas feridas, vazias, necessitadas de cura, não apenas física, mas também emocional e espiritual. Elas precisam ser alcançadas pelo amor de Cristo, manifestado através de nós.
A Missão de Cristo e o
Chamado à Conversão
Jesus não
veio ao mundo para salvar reinos, animais ou proporcionar riquezas materiais.
Ele veio salvar o homem, aquele
que se perdeu em meio ao pecado e à desobediência. Ele tomou sobre Si as nossas
dores e enfermidades, foi ferido por causa das nossas transgressões e moído por
causa das nossas iniquidades. “O castigo que nos traz a paz estava sobre
Ele, e pelas Suas pisaduras fomos sarados.” (Isaías 53:4-5).
A
salvação, portanto, não é automática; é uma resposta à graça. Somos chamados a
reconhecer nossa condição, a nos humilhar diante de Deus e a aceitar o
sacrifício de Cristo como ato de redenção. Quem entende o preço pago na cruz
não vive mais para si mesmo, mas para Aquele que morreu e ressuscitou por nós.
Deus nos
concedeu o livre-arbítrio não para fazermos o que quisermos, mas para escolhermos amá-Lo livremente. Fomos
criados à Sua imagem, e o sopro de vida que Ele colocou em nossas narinas é a
centelha do Seu Espírito. No entanto, muitos desprezam esse dom, vivendo como
se fossem meros animais, guiados por instintos, e não por propósito.
O ser humano foi criado para algo muito maior: a eternidade. O céu é a nossa verdadeira pátria, o destino reservado para aqueles que permanecem firmes no amor e na fé em Cristo.
Conclusão: A Única
Necessidade Verdadeira
As
necessidades humanas básicas são: água, alimento, ar e abrigo, garantem a
sobrevivência do corpo. Mas Jesus oferece algo infinitamente maior: a vida
eterna. Ele disse: “Quem beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede.”
(João 4:14) e “Eu sou o pão da vida; quem vem a mim jamais terá fome.”
(João 6:35).
Portanto, o que realmente precisamos é de Jesus Cristo a fonte de toda vida, consolo para a alma e esperança para a eternidade. Que possamos reconhecer isso não apenas com palavras, mas com atitudes que reflitam o amor e a graça do nosso Senhor.
Roberto
Sant
























