Isto significa vida eterna: Que absorvam conhecimento de ti, o único Deus verdadeiro a e daquele que enviaste, Jesus Cristo. João 17:3

Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e a tua casa. Atos 16:31

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Consequências de atitudes precipitadas

 

"A precipitação é a pressa de quem esqueceu que Deus está no controle."

Este é um texto com uma mensagem poderosa e muito necessária

O Perigo da Precipitação: Lições da Vida de Salomão

Que a paz, o amor e a glória de Deus estejam com todos.

    Hoje, vamos meditar sobre as graves consequências das atitudes precipitadas.

    Quero propor uma reflexão: O que nos leva a agir com precipitação?

A resposta reside em três pilares perigosos: a presunção, a vaidade e a desobediência. Esses elementos nos empurram para o pecado da rebeldia. Guarde esta palavra.

O exemplo do Rei Salomão

    Todos conhecemos a história de Salomão, filho de Davi. Ao assumir o trono de Israel, ele não pediu riquezas, mas sim um coração compreensivo para julgar o povo com prudência e discernimento. Deus, agradando-se do pedido, concedeu-lhe uma sabedoria extraordinária, tornando-o o homem mais sábio de seu tempo.

    Entretanto, mesmo com tal privilégio, Salomão permanecia um ser humano limitado e sujeito às inclinações da natureza caída. Ele era sábio, porém influenciável; poderoso, mas ainda vulnerável.

 

A Queda pela Autoconfiança

    Salomão possuía muitas mulheres estrangeiras, vindas de povos que adoravam outros deuses. Em sua autoconfiança, ele acreditou que sua sabedoria o tornaria imune a influências externas. Foi aqui que ele se precipitou.

    Ao ceder às vontades de suas esposas, ele construiu altares a deuses estranhos, provocando a ira do Senhor. As consequências foram amargas: divisões no reino e guerras contra inimigos poderosos. Lembre-se: a mão de Deus não está encolhida para abençoar, mas também é firme para corrigir Seus filhos.

 

Os Dois Caminhos Diante de Nós

    Se o homem mais sábio do mundo agiu precipitadamente, imagine nós. Diante de cada decisão, existem dois caminhos:

 

 * O Caminho do Autogoverno: Decidir segundo o próprio entendimento e apenas aguardar as consequências. Aqui, muitos culpam o "destino" pelos fracassos, usando-o como uma desculpa confortável para não assumir a responsabilidade pelas próprias escolhas.

* O Caminho da Consulta Divina: Consultar ao Criador e refletir se nossos planos estão alinhados aos Seus princípios. Este caminho nos conduz à vontade de Deus, que é boa, perfeita e agradável (Romanos 12:2).

 

A Condição Humana e a Redenção

    A precipitação nasce da nossa natureza pecaminosa. O homem, em seu estado natural, é marcado pela rebeldia, insatisfação e uma incapacidade de buscar a Deus por conta própria. Toda decisão tomada por impulso ou soberba está fadada ao desastre, pois ignora a nossa necessidade de orientação espiritual.

Mas não estamos sem saída.

    Deus preparou um plano de redenção: Jesus Cristo. N'Ele, temos não apenas um Salvador, mas um orientador para todas as áreas da vida. Seguir a Cristo é ser guiado pelo Altíssimo e se Deus é por nós, quem será contra nós? O caminho firmado na Palavra é seguro e produz frutos que permanecem.

 

Oração Final

    Senhor, pedimos que cada uma de nossas decisões seja precedida de reflexão, humildade e total dependência de Ti. Que não repitamos os erros daqueles que, por um momento de autossuficiência, colheram frutos amargos. Guia nossos passos segundo a Tua vontade. Em nome de Jesus, Amém.

 

 

 

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Verdades que legitimam a pregação de Jesus Cristo

 

Verdades que legitimam a pregação de Jesus Cristo

    “De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus” (Romanos 10:17). E o próprio Cristo afirma: “As palavras que eu vos disse são espírito e vida” (João 6:63). Essas declarações revelam uma verdade fundamental: a palavra de Deus não se limita ao campo da linguagem humana, mas é portadora de uma realidade espiritual viva, eficaz e transformadora. Quando Jesus fala, não apenas comunica ideias, mas revela a estrutura profunda da realidade espiritual que sustenta toda a existência.

    O mundo material, embora concreto e perceptível, não é autossuficiente. Ele existe como reflexo e consequência de uma realidade mais profunda: o mundo espiritual. Negar a existência do mundo material não o faz desaparecer; suas leis continuam operando independentemente de nossa crença. No entanto, negar a realidade espiritual levanta um dilema muito mais grave: como explicar a existência da alma humana, da consciência, da moralidade e do anseio universal pela eternidade? Reduzir o ser humano a um mero acidente biológico, seria admitir que a vida, com toda a sua complexidade e significado, é fruto de coincidências improváveis e sem propósito último.

    Enquanto o mundo material é regido por leis sensoriais, formas mensuráveis e configurações tangíveis, a realidade espiritual habita um plano distinto, inacessível aos métodos empíricos. O espiritual não pode ser medido, pesado ou observado por instrumentos científicos, justamente porque transcende a matéria. A dificuldade humana em perceber o sagrado não decorre da ausência de evidências, mas de uma disposição interior corrompida pelo “espírito de rebeldia”: uma inclinação ao materialismo, à vaidade e à autossuficiência que obscurece a percepção da eternidade.

    A realidade material é observável, consistente e suscetível às leis naturais. Já a realidade espiritual está além de qualquer discrição sensorial. Ela não pode ser percebida pelos olhos naturais, pois o espírito humano, quando dominado por uma mentalidade materialista e rebelde, torna-se incapaz de discernir o que é eterno. Não se trata de falta de razão, mas de uma limitação espiritual que afeta a própria forma como interpretamos o mundo.

    Poderíamos elencar inúmeros motivos para rejeitar a centralidade do mundo material e muitos outros para desejar a realidade espiritual. Contudo, destacarei um motivo essencial para rejeitar o mundo material e três razões fundamentais para aceitar a mensagem de Jesus Cristo.

O principal motivo para rejeitar o mundo material

A finitude da existência: viver não é fácil. Mesmo nas melhores condições financeiras, emocionais ou físicas, nenhuma delas é capaz de garantir segurança absoluta, tranquilidade duradoura ou paz verdadeira. A genética, as enfermidades, as dores e a violência inerentes a este mundo revelam a fragilidade da vida material. Tudo o que é material está sujeito à deterioração e ao fim. A consciência dessa finitude expõe a insuficiência do mundo material como fonte última de sentido e esperança.

Três motivos para aceitar a pregação de Jesus Cristo

A vida eterna como verdadeiro conhecimento: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (João 17:3). A vida eterna não é apenas uma promessa futura, mas uma relação viva com Deus, iniciada já no presente.

Cristo como único caminho à verdade e à vida: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (João 14:6). Jesus não se apresenta como um mestre entre outros, mas como o acesso exclusivo ao Pai. Nele estão a verdade absoluta, a salvação e a plenitude da vida.

A passagem da morte para a vida: “Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida” (João 5:24). A fé em Cristo rompe o domínio da morte espiritual e inaugura uma nova condição existencial.

 

Conclusão

    Jesus revela o plano redentor de Deus como um resgate. A salvação não é resultado do esforço humano, mas um dom gratuito da graça divina (Efésios 2:8). Crer em Cristo é reconhecer que o mundo visível é apenas uma sombra transitória, enquanto a verdadeira luz procede de um Reino eterno, incorruptível e sem fim. A primazia do Espírito não nega a realidade do mundo material, mas o coloca em seu devido lugar: como sinal passageiro de uma realidade eterna que só pode ser plenamente encontrada em Deus.

Roberto Sant

sábado, 24 de janeiro de 2026

Por que ler a Bíblia?

 

Por que ler a Bíblia?


    Antes de questionarmos o valor da Palavra de Deus ou o motivo pelo qual devemos ler a Bíblia, é fundamental buscarmos compreensão sobre a nossa própria origem. Perguntas como de onde viemos, quem somos e qual é o propósito da nossa existência são essenciais para qualquer reflexão honesta sobre a vida. Uma verdade se impõe de forma clara e racional: nada surge de maneira espontânea ou por mero acaso, sem uma causa anterior. Tudo o que existe possui origem, ordem, propósito e, consequentemente, um criador.

    Por mais que se levantem teorias e esforços intelectuais para explicar a vida apenas sob uma perspectiva material ou científica, tais explicações mostram-se limitadas quando confrontadas com a complexidade do universo, a estrutura extraordinária do ser humano e sua inegável necessidade espiritual. A existência de um Criador universal não é apenas uma resposta de fé, mas também uma explicação coerente e consistente para a origem do universo material, para a consciência humana e para o anseio espiritual que habita em cada indivíduo.

    Nesse contexto, a Palavra de Deus se revela como algo singular e incomparável. Não há nada mais impactante, transformador e gratificante do que ela. A Escritura não se impõe à força, mas se oferece àqueles que estão dispostos a ouvir, enxergar e discernir. Quem tem ouvidos, ouça; quem tem olhos espirituais, observe; quem carrega esperança no coração, creia com humildade e receba a mensagem de vida que ela transmite.

    A afirmação “A tua palavra é mais doce do que o mel” (Salmos 119:103) expressa de forma poética e profunda o efeito da Palavra de Deus na vida humana. Assim como o mel era considerado um dos alimentos mais preciosos e nutritivos da antiguidade, a Palavra divina proporciona prazer, sustento espiritual e fortalecimento interior. Ela traz alegria à alma, discernimento à mente, refrigério ao coração e direção segura, mesmo em meio às adversidades da vida.

O significado dessa doçura espiritual

Prazer e satisfação: Assim como o mel agrada ao paladar, a Palavra de Deus gera contentamento e satisfação espiritual genuína.
Nutrição e energia: A Bíblia é alimento para a alma, fortalecendo o espírito e renovando as forças interiores, assim como o mel nutre o corpo.
Sabedoria e discernimento: Seus ensinamentos iluminam o caminho, funcionando como lâmpada para os pés e luz para a jornada, oferecendo uma sabedoria muito mais valiosa do que qualquer prazer momentâneo.
Alívio e cura: Em tempos de dor, angústia e incerteza, a meditação na Palavra traz consolo, restauração e esperança, conforme reiteradamente prometido nos Salmos.

Como ter essa experiência e experimentar a doçura

    A doçura da Palavra não é apenas teórica, mas vivencial. Ela se manifesta por meio da leitura atenta e da meditação constante, quando o coração se abre para aprender e ser transformado. Práticas como devocionais criativos, oração, tornam esse encontro ainda mais profundo e prazeroso. Acima de tudo, é necessário desejar a Palavra com o mesmo anseio com que se deseja um alimento essencial.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Vaidade

 

Vaidade

    A vaidade é um sentimento sutil e enganador. Embora muitas vezes tentemos negá-la, ela se manifesta constantemente em nossas atitudes e pensamentos, infiltrando-se de forma quase imperceptível no cotidiano. Trata-se de um orgulho excessivo, de uma busca desmedida por reconhecimento, glória pessoal e aprovação alheia, além do apego exagerado a bens materiais e aparências passageiras. Tudo isso desvia o coração humano do verdadeiro propósito: Deus e os valores eternos.

    Somos frequentemente impulsionados pela vaidade, quando, na verdade, o que nos convém é sermos guiados pela Palavra de Deus, alinhando nossos desejos e pensamentos às realidades espirituais e eternas. O ser humano, por sua natureza, tende a ser seduzido pelo que é visível, imediato e temporário. Busca prazeres momentâneos, vive em função da satisfação de seus próprios desejos e, muitas vezes, se desconecta da consciência da igualdade, da limitação e da finitude da vida.

    A Bíblia é clara ao condenar a vanglória, a autoexaltação e a busca incessante por reconhecimento externo. Essas atitudes são associadas à vaidade, que o livro de Eclesiastes descreve como “correr atrás do vento” (Eclesiastes 1:2), uma metáfora poderosa para o vazio existencial produzido pela soberba. Quando o homem se coloca no centro de tudo, afasta-se de Deus e, inevitavelmente, experimenta frustração e vazio interior.

    Vivemos, assim, em constante luta contra nós mesmos, combatendo nossos desejos desordenados e aprendendo a reconhecer nossos limites. Nesse contexto, é fundamental distinguir cuidado pessoal de vaidade. Cuidar da aparência, buscar excelência ou desenvolver talentos não é pecado em si. O problema surge quando essas atitudes têm como motivação a autoexaltação, o orgulho ou a necessidade excessiva de admiração. A intenção do coração é o elemento decisivo diante de Deus.

    A Palavra de Deus nos confronta com a linguagem forte do livro de Eclesiastes: “Vaidade de vaidades, vaidade de vaidades, tudo é vaidade! Que proveito tem o ser humano de todo o trabalho com que se afadiga debaixo do sol?” Essa advertência ecoa também no ensino de Jesus em Lucas 12:13–21, ao alertar contra a ilusão da segurança nas riquezas e na acumulação material.

    Trata-se de uma mensagem dura, porém profundamente real. Somos chamados a investir no crescimento espiritual, a cultivar a humildade, a viver de forma produtiva no coletivo e a desenvolver o amor ao próximo. Acima de tudo, devemos manter o coração centrado na missão maior: espalhar o bem supremo, que é a salvação em Cristo Jesus.

    Por isso, a renovação da mente é indispensável, para que não nos conformemos com os padrões deste mundo, mas experimentemos a boa, perfeita e agradável vontade de Deus (Romanos 12:2). Somente assim venceremos a vaidade e encontraremos sentido verdadeiro para a vida.

 

domingo, 28 de dezembro de 2025

O Cristão e a Celebração do Ano Novo: Uma Perspectiva Bíblica

 

O Cristão e a Celebração do Ano Novo: 

Uma Perspectiva Bíblica

Para o cristão, qualquer tomada de posição ou análise de costumes deve partir de uma postura dirigente e prudente: a consulta à Palavra de Deus. A Bíblia não é apenas um livro histórico, mas a "lâmpada para os pés" que ilumina as tradições humanas à luz da verdade eterna.

1. A Origem Histórica vs. O Calendário Bíblico

Embora a Bíblia descreva diversas festas e celebrações, todas possuem um caráter central: a gratidão e a adoração exclusiva a Deus. O "Ano Novo" celebrado em 1º de janeiro não encontra respaldo nas Escrituras como uma ordenança religiosa.

Historicamente, essa data possui raízes profundas no paganismo. A tradição de celebrar a renovação da natureza remonta à Mesopotâmia (c. 2000 a.C.), mas a fixação do dia 1º de janeiro foi uma decisão política e religiosa dos romanos. Júlio César, em 46 a.C., dedicou o dia a Jano, o deus dos portões e das transições (origem do nome "Janeiro"), que possuía duas faces, uma olhando para o passado e outra para o futuro.

Embora o calendário Gregoriano (século XVI) tenha consolidado a data para fins civis e organizacionais na maior parte do mundo, é fundamental que o cristão compreenda que a mística em torno desta virada de ano é uma construção cultural humana, e não um mandamento divino.

2. Ciclos Espirituais e a Renovação Diária

A Bíblia não ignora a passagem do tempo; pelo contrário, ela ensina que Deus é o Senhor da história. No Antigo Testamento, o povo de Israel celebrava o Rosh Hashaná, mas o foco era o arrependimento, o toque das trombetas e a soberania de Deus, e não a festividade recreativa comum aos povos vizinhos.

A grande diferenciação cristã reside na frequência da renovação:

  • Renovação Contínua: Enquanto o mundo espera 365 dias para "recomeçar", a Bíblia nos convida à santificação diária. Lamentações 3:22-23 afirma que "as misericórdias do Senhor se renovam cada manhã".
  • Identidade em Cristo: Em 2 Coríntios 5:17, lemos que, se alguém está em Cristo, "nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo". A verdadeira "virada" na vida do homem não ocorre no calendário, mas no encontro com Jesus.
  • Sabedoria no Tempo: O Salmo 90:12 nos exorta: "Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio". Isso significa valorizar cada dia como uma oportunidade de glorificar a Deus, e não apenas o primeiro dia do ano.

3. O Propósito e a Liberdade Cristã

O cristão vive no mundo, mas não pertence ao sistema de valores do mundo (João 17:16). A decisão de comemorar ou não a passagem de ano entra no campo da liberdade cristã e da consciência individual.

No entanto, essa liberdade deve ser exercida com propósito:

  1. Gratidão: Usar a data para refletir sobre a fidelidade de Deus no ano que passou.
  2. Consagração: Reafirmar os planos sob a soberania divina (Jeremias 29:11), reconhecendo que o futuro pertence a Ele.
  3. Testemunho: Evitar os excessos e as superstições comuns nesta época (como o uso de cores específicas para atrair "sorte"), mantendo a confiança apenas nas promessas bíblicas.

 

Conclusão

O nosso compromisso com a renovação é um exercício espiritual diário e metabólico (João 3:4-6). O cristão não deposita sua esperança em uma mudança de dígito no calendário, mas na figura de Jesus Cristo. Ele é o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim. Que a nossa vida seja uma celebração constante da Sua graça, alimentando a alma e fortalecendo o corpo para o serviço do Seu Reino, hoje e em todos os dias que Ele nos conceder.

Roberto Sant

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Como Aumentar a Autoestima




Como Aumentar a Autoestima

Cansado de soluções superficiais? 🤔 Se você busca uma Autoestima Sólida e Duradoura, que vai além dos truques de autoajuda e se conecta com o seu ser mais profundo, esta mensagem é para você!

Em um mundo onde a insegurança e a ansiedade tentam minar a nossa paz, "Como Aumentar a Autoestima" é o convite para uma transformação genuína.

O que você vai encontrar neste livro?

Este não é apenas mais um guia. É uma jornada que te leva às raízes da sua autovalorização, combinando:

  • A Abordagem Integral: Descubra a verdadeira origem da sua autoestima, um processo que envolve sua história, contexto e, crucialmente, sua dimensão espiritual.

  • Sabedoria Atemporal: Veja como os ensinamentos milenares, com uma análise existencial da Bíblia (apresentada como um manual de valor inestimável!), servem como um alicerce inabalável para o seu valor próprio.

  • O Poder da Mente: Aprenda a superar padrões de pensamento negativos e a construir uma mentalidade que te impulsiona para o alto.

Se as soluções temporárias já não te satisfazem e você deseja uma mudança profunda e intencional, este livro é a sua bússola definitiva.

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domingo, 23 de novembro de 2025

Justificação & Santificação


 

Justificação & Santificação

A maioria de nós espera receber exatamente aquilo que merece. Se formos bons no que fazemos, manteremos nossos empregos e talvez até recebamos um aumento. Se seguimos as regras de trânsito, evitaremos muitos acidentes. 

Se obedecermos a Deus, ou ao menos nos esforçarmos ao máximo, esperamos ter uma vida melhor e, finalmente, ir para o céu. Em resumo, acreditamos que, se cumprirmos os padrões, receberemos as recompensas. Mesmo reconhecendo que a vida muitas vezes é injusta, ainda assim esperamos algum tipo de justiça. São pensamentos comuns, mas muitas vezes permeados de suposições equivocadas.

A doutrina da justificação por meio de obras, entretanto, a graça de Deus inverte essa lógica natural. Antes mesmo de praticarmos qualquer boa ação, na verdade, enquanto ainda somos inimigos de Deus. Ele nos declara justos. Deus nos promete todas as recompensas que a verdadeira justiça merece. Somente depois desse veredito é que começamos, de fato, a nos tornar justos. A justificação vem primeiro; a santificação a segue.

Diferenciando os Conceitos

Conceito

Natureza

Foco

Relação com o Pecado

Tempo

Justificação

Ato de Deus (Legal/Posicional)

Declarar o pecador justo

Liberta da penalidade do pecado (pecador é declarado "não culpado")

Instantâneo (ocorre no momento da fé)

Santificação

Processo de Deus (Moral/Transformador)

Tornar o crente semelhante a Cristo

Liberta do poder do pecado (crescimento gradual)

Processo contínuo (dura a vida toda)

 

A justificação é um ato soberano de Deus, pelo qual Ele declara o pecador justo, retirando-o da “lama” do pecado. Já a santificação é o processo contínuo pelo qual Deus transforma o crente, tornando-o gradualmente mais semelhante a Cristo. A justificação é única e instantânea, liberta da penalidade do pecado, declarando o pecador “não culpado”. A santificação, por sua vez, é um processo para toda a vida liberta do poder do pecado e conduz a um crescimento constante na graça e na santidade.

 

 

sexta-feira, 14 de novembro de 2025

A Queda do Altar do Eu

 

A Queda do Altar do Eu

    Já vimos este enredo se desenrolar inúmeras vezes ao longo da história humana: a ascensão e a queda daqueles que, imbuídos de uma crença hiperbólica na autossuficiência, decidiram destronar a esperança no poder transcendente de Deus. O que assistimos hoje é a reedição desse drama. Uma parcela da sociedade, seduzida pelo brilho das conquistas materiais e intelectuais, substituiu a fé e a humildade por um altar dedicado ao "poder meditativo das suas realizações".

    Essa aposta no poder exclusivo do self não é apenas uma mudança de crença; é um desmantelamento ético e social. Quando a narrativa dominante é a da autonomia absoluta, virtudes como a boa conduta, o respeito mútuo e a ética tornam-se obstáculos. Pior, sentimentos que cimentam a convivência humana, a empatia, a solidariedade e a compaixão são depreciados, rotulados pejorativamente como sinais de fraqueza ou ingenuidade emocional.

    O que resta é o "homem natural" em sua forma mais desorientada. Essa criatura iludida esqueceu a sua origem finita e a sua essência paradoxalmente frágil. Ela se lança em uma frenética e incessante acumulação: colecionando títulos, amealhando fortunas e erguendo monumentos gigantescos. Sejam eles empresas, patrimónios ou legados académicos. Contudo, essa ostentação material é tragicamente incapaz de preencher o vazio existencial que reverbera no peito.

    Sem a âncora de um propósito maior ou a bússola de valores transcendentes, vertido na Glória do poder de Deus, essa jornada se revela uma miragem: uma vida sem paz autêntica e sem direção intrínseca, condenada a buscar satisfação em substitutos que, por definição, são finitos e insatisfatórios. A história nos ensina, e a contemporaneidade reitera, que a verdadeira plenitude reside na humildade de reconhecer a nossa dependência e no abraço das virtudes que nos conectam uns aos outros e a algo além de nós mesmos.

 

sexta-feira, 10 de outubro de 2025

As Necessidades Humanas à Luz de Cristo

 

As Necessidades Humanas à Luz de Cristo

   Olá, abençoados e abençoadas. Hoje quero refletir sobre as necessidades humanas em suas dimensões física, emocional e espiritual. Embora sejamos seres que precisam de alimento, abrigo e afeto, a Escritura nos revela que, em última instância, a única necessidade essencial é Jesus Cristo. Eu preciso de Jesus, você precisa de Jesus, todos nós precisamos de Jesus, e somente d’Ele.

Jesus declarou: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.” (João 14:6). Essa afirmação não é apenas uma revelação divina, mas também a comprovação da nossa dependência espiritual. Sem Jesus, não há reconciliação com Deus, não há salvação, nem vida plena.

    Muitos pensam que precisam de religião, de regras, ou de instituições humanas para se achegar a Deus. No entanto, o Evangelho nos ensina que a verdadeira salvação não está nas práticas externas, mas na graça e no amor de Deus revelado em Cristo. A Escritura afirma: “Nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem principados, nem potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Romanos 8:38-39).

    Isso significa que nada terreno pode garantir a salvação. Ela depende de uma única decisão, reconhecer que precisamos de Jesus. Deus não precisa de nós; o céu não depende da nossa existência. Mas nós dependemos inteiramente de Jesus para sermos salvos. Ele é o único mediador entre Deus e os homens, a única ponte entre o humano e o divino.

A Obediência como Prova de Amor

    Muitos afirmam: “Eu sou de Jesus”. Mas será que essa declaração é uma verdade vivida, ou apenas um sentimento de boa intenção? Jesus mesmo advertiu:

“Por que me chamais ‘Senhor, Senhor’, e não fazeis o que eu digo?” (Lucas 6:46).


     O verdadeiro discípulo não é aquele que fala de Jesus, mas aquele que vive segundo a Sua Palavra. Ser de Jesus é se submeter à Sua vontade, obedecer aos Seus mandamentos e manifestar Seu amor ao próximo.

    Jesus, em todas as suas pregações, exaltava o Pai celestial e reconhecia a fraqueza humana. Sabia que o homem tem dificuldade em cumprir até o mais simples mandamento: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” Esse amor não é seletivo nem condicionado às conveniências. Amar verdadeiramente é um ato de entrega, um reflexo do amor divino que habita em nós.

   Quem ama a si mesmo cuida do corpo, da mente e do espírito; busca segurança, saúde e bem-estar. Portanto, amar o próximo da mesma forma implica desejar e trabalhar pelo bem dos outros, parentes, amigos e até desconhecidos. Amar é agir com compaixão, é se importar com quem sofre, é olhar além das aparências.

O Verdadeiro Sentido do Amor e da Religião

    Quando Jesus foi chamado de “Bom Mestre”, respondeu: “Ninguém é bom, senão um só: Deus.” (Mateus 19:17). Assim, aprendemos que o amor verdadeiro e a bondade autêntica têm origem em Deus, e não nas emoções humanas.


    O amor não é apenas um sentimento; é uma força divina, uma essência que procede do próprio Criador. Por isso, não existem diferentes formas de amor, existe um só amor, e esse amor é Deus. Como diz a Escritura: “Deus é amor.” (1 João 4:8).

   Deus não precisa de nossas ofertas materiais, nem de rituais grandiosos. Mesmo assim, Ele nos amou primeiro, quando ainda éramos Seus inimigos. Essa é a mais profunda demonstração de graça que existe.

    Infelizmente, muitos transformam a fé em religiosidade superficial. Jesus condenou duramente os fariseus e escribas por praticarem uma religião hipócrita, centrada em rituais e aparências, em vez de em amor e misericórdia. A fé verdadeira não é formalidade; é transformação interior.

    O apóstolo Tiago resume de forma brilhante o que é a verdadeira religião: “A religião pura e imaculada diante de Deus é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se incontaminado do mundo.” (Tiago 1:27).

   Quantos órfãos, viúvas e doentes existem dentro e fora das igrejas? Pessoas feridas, vazias, necessitadas de cura, não apenas física, mas também emocional e espiritual. Elas precisam ser alcançadas pelo amor de Cristo, manifestado através de nós.

A Missão de Cristo e o Chamado à Conversão

    Jesus não veio ao mundo para salvar reinos, animais ou proporcionar riquezas materiais. Ele veio salvar o homem, aquele que se perdeu em meio ao pecado e à desobediência. Ele tomou sobre Si as nossas dores e enfermidades, foi ferido por causa das nossas transgressões e moído por causa das nossas iniquidades. “O castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas Suas pisaduras fomos sarados.” (Isaías 53:4-5).

    A salvação, portanto, não é automática; é uma resposta à graça. Somos chamados a reconhecer nossa condição, a nos humilhar diante de Deus e a aceitar o sacrifício de Cristo como ato de redenção. Quem entende o preço pago na cruz não vive mais para si mesmo, mas para Aquele que morreu e ressuscitou por nós.

    Deus nos concedeu o livre-arbítrio não para fazermos o que quisermos, mas para escolhermos amá-Lo livremente. Fomos criados à Sua imagem, e o sopro de vida que Ele colocou em nossas narinas é a centelha do Seu Espírito. No entanto, muitos desprezam esse dom, vivendo como se fossem meros animais, guiados por instintos, e não por propósito.

    O ser humano foi criado para algo muito maior: a eternidade. O céu é a nossa verdadeira pátria, o destino reservado para aqueles que permanecem firmes no amor e na fé em Cristo.

Conclusão: A Única Necessidade Verdadeira

   As necessidades humanas básicas são: água, alimento, ar e abrigo, garantem a sobrevivência do corpo. Mas Jesus oferece algo infinitamente maior: a vida eterna. Ele disse: “Quem beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede.” (João 4:14) e “Eu sou o pão da vida; quem vem a mim jamais terá fome.” (João 6:35).

    Portanto, o que realmente precisamos é de Jesus Cristo a fonte de toda vida, consolo para a alma e esperança para a eternidade. Que possamos reconhecer isso não apenas com palavras, mas com atitudes que reflitam o amor e a graça do nosso Senhor.

Roberto Sant

 

domingo, 17 de agosto de 2025

A Pequenez, a Grandeza e o Silêncio Reverente

 

                                                                                    A Pequenez, a Grandeza e o Silêncio Reverente

   Olhar para a imensidão do céu noturno, pontilhado de estrelas incontáveis e galáxias distantes, é uma experiência que dilata a alma e reduz o ego. Nesse instante de contemplação, a pequenez humana se revela com clareza avassaladora. Somos um grão de poeira cósmica, uma existência breve diante da eternidade do universo. E é justamente nessa percepção de nossa insignificância que a “grandeza de Deu” se ergue majestosa e indizível. Tudo o que construímos, almejamos e julgamos importante parece desvanecer-se diante da Glória insondável do Criador.

    Frente a essa realidade, qual deve ser nossa postura? O caminho apontado é claro: 

viver“centrados nos Seus ensinamentos e obedientes à Sua vontade”.

    Não por imposição, mas por reconhecimento. Pois existe uma verdade universal, luminosa e consoladora:

Deus é bom, e Sua vontade é perfeita e agradável (Romanos 12:2).          

    Enquanto nos agitamos tentando controlar os fios do destino, Ele tece a tapeçaria da história com sabedoria infinita e amor incondicional.

    Contudo, nossa soberba insiste em nos cegar. Arquitetamos projetos grandiosos, elaboramos planos minuciosos, sonhamos com conquistas elevadas. Muitas vezes, porém, erguemos edifícios existenciais, exclusivamente voltados para o nosso prazer pessoal, efêmero e raso.     

   Tornamo-nos medíocres em nossa expectativa intelectual,  contentando-nos com migalhas de conhecimento, enquanto nos julgamos profundos. Soberbos em nosso próprio entendimento. Qualificamo-nos como seres plenamente capazes, senhores do nosso destino.

   Quando, na verdade, diante da vastidão do Cosmo e da plenitude do Senhor Altíssimo. Insignificantes é o que somos.

    Essa contradição se infiltra até mesmo em nossa expressão de fé. Frangloriamo-nos de joelhos calejados pela oração, como se isso fosse troféu. Expressamos cânticos de adoração com voz alta, mas, às vezes, com o coração distante.  Orgulhamo-nos de declamar Seus mandamentos e preceitos, usando-os até como arma contra o irmão.  

    Transformamos a religião em performance, esquecendo-nos de que o Altíssimo perscruta as intenções mais profundas.

    E é aqui que uma virtude esquecida, porém fundamental, ressurge: o silêncio.

   Não o silêncio vazio, mas o silêncio reverente, cheio de presença e humildade. A maior virtude pode ser uma boca que se cala:  

    * Que não fala mal do seu irmão, semeando discórdia onde deveria haver amor.  

    * Que não argumenta sobre o que não conhece, evitando a arrogância do falso saber.  

    * Que não se perde em tagarelices e sandices, preservando a dignidade da palavra.

    Pois, no reino de Deus, vale mais um fiel calado, cuja vida é testemunho mudo de integridade, amor e obediência, do que um orador eloquente, cujas palavras soam como sinos, mas cujas ações negam a verdade que profere.

    O silêncio do humilde que ouve, que serve, que ama sem alarde, ecoa mais alto nos céus do que todos os discursos recheados de vanglória.

    Que a contemplação da imensidão celeste nos lembre sempre de nossa pequenez, nos conduza à adoração genuína, livre da auto justificação, e nos ensine o valor sagrado do silêncio que honra a Deus e respeita o próximo.

     É no reconhecimento de nossa insignificância diante do Eterno que encontramos nossa verdadeira grandeza: a de sermos amados e resgatados por Ele.