Isto significa vida eterna: Que absorvam conhecimento de ti, o único Deus verdadeiro a e daquele que enviaste, Jesus Cristo. João 17:3

Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e a tua casa. Atos 16:31

sexta-feira, 14 de novembro de 2025

A Queda do Altar do Eu

 

A Queda do Altar do Eu

    Já vimos este enredo se desenrolar inúmeras vezes ao longo da história humana: a ascensão e a queda daqueles que, imbuídos de uma crença hiperbólica na autossuficiência, decidiram destronar a esperança no poder transcendente de Deus. O que assistimos hoje é a reedição desse drama. Uma parcela da sociedade, seduzida pelo brilho das conquistas materiais e intelectuais, substituiu a fé e a humildade por um altar dedicado ao "poder meditativo das suas realizações".

    Essa aposta no poder exclusivo do self não é apenas uma mudança de crença; é um desmantelamento ético e social. Quando a narrativa dominante é a da autonomia absoluta, virtudes como a boa conduta, o respeito mútuo e a ética tornam-se obstáculos. Pior, sentimentos que cimentam a convivência humana, a empatia, a solidariedade e a compaixão são depreciados, rotulados pejorativamente como sinais de fraqueza ou ingenuidade emocional.

    O que resta é o "homem natural" em sua forma mais desorientada. Essa criatura iludida esqueceu a sua origem finita e a sua essência paradoxalmente frágil. Ela se lança em uma frenética e incessante acumulação: colecionando títulos, amealhando fortunas e erguendo monumentos gigantescos. Sejam eles empresas, patrimónios ou legados académicos. Contudo, essa ostentação material é tragicamente incapaz de preencher o vazio existencial que reverbera no peito.

    Sem a âncora de um propósito maior ou a bússola de valores transcendentes, vertido na Glória do poder de Deus, essa jornada se revela uma miragem: uma vida sem paz autêntica e sem direção intrínseca, condenada a buscar satisfação em substitutos que, por definição, são finitos e insatisfatórios. A história nos ensina, e a contemporaneidade reitera, que a verdadeira plenitude reside na humildade de reconhecer a nossa dependência e no abraço das virtudes que nos conectam uns aos outros e a algo além de nós mesmos.

 

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