Isto significa vida eterna: Que absorvam conhecimento de ti, o único Deus verdadeiro a e daquele que enviaste, Jesus Cristo. João 17:3

Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e a tua casa. Atos 16:31

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Verdades que legitimam a pregação de Jesus Cristo

 

Verdades que legitimam a pregação de Jesus Cristo

    “De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus” (Romanos 10:17). E o próprio Cristo afirma: “As palavras que eu vos disse são espírito e vida” (João 6:63). Essas declarações revelam uma verdade fundamental: a palavra de Deus não se limita ao campo da linguagem humana, mas é portadora de uma realidade espiritual viva, eficaz e transformadora. Quando Jesus fala, não apenas comunica ideias, mas revela a estrutura profunda da realidade espiritual que sustenta toda a existência.

    O mundo material, embora concreto e perceptível, não é autossuficiente. Ele existe como reflexo e consequência de uma realidade mais profunda: o mundo espiritual. Negar a existência do mundo material não o faz desaparecer; suas leis continuam operando independentemente de nossa crença. No entanto, negar a realidade espiritual levanta um dilema muito mais grave: como explicar a existência da alma humana, da consciência, da moralidade e do anseio universal pela eternidade? Reduzir o ser humano a um mero acidente biológico, seria admitir que a vida, com toda a sua complexidade e significado, é fruto de coincidências improváveis e sem propósito último.

    Enquanto o mundo material é regido por leis sensoriais, formas mensuráveis e configurações tangíveis, a realidade espiritual habita um plano distinto, inacessível aos métodos empíricos. O espiritual não pode ser medido, pesado ou observado por instrumentos científicos, justamente porque transcende a matéria. A dificuldade humana em perceber o sagrado não decorre da ausência de evidências, mas de uma disposição interior corrompida pelo “espírito de rebeldia”: uma inclinação ao materialismo, à vaidade e à autossuficiência que obscurece a percepção da eternidade.

    A realidade material é observável, consistente e suscetível às leis naturais. Já a realidade espiritual está além de qualquer discrição sensorial. Ela não pode ser percebida pelos olhos naturais, pois o espírito humano, quando dominado por uma mentalidade materialista e rebelde, torna-se incapaz de discernir o que é eterno. Não se trata de falta de razão, mas de uma limitação espiritual que afeta a própria forma como interpretamos o mundo.

    Poderíamos elencar inúmeros motivos para rejeitar a centralidade do mundo material e muitos outros para desejar a realidade espiritual. Contudo, destacarei um motivo essencial para rejeitar o mundo material e três razões fundamentais para aceitar a mensagem de Jesus Cristo.

O principal motivo para rejeitar o mundo material

A finitude da existência: viver não é fácil. Mesmo nas melhores condições financeiras, emocionais ou físicas, nenhuma delas é capaz de garantir segurança absoluta, tranquilidade duradoura ou paz verdadeira. A genética, as enfermidades, as dores e a violência inerentes a este mundo revelam a fragilidade da vida material. Tudo o que é material está sujeito à deterioração e ao fim. A consciência dessa finitude expõe a insuficiência do mundo material como fonte última de sentido e esperança.

Três motivos para aceitar a pregação de Jesus Cristo

A vida eterna como verdadeiro conhecimento: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (João 17:3). A vida eterna não é apenas uma promessa futura, mas uma relação viva com Deus, iniciada já no presente.

Cristo como único caminho à verdade e à vida: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (João 14:6). Jesus não se apresenta como um mestre entre outros, mas como o acesso exclusivo ao Pai. Nele estão a verdade absoluta, a salvação e a plenitude da vida.

A passagem da morte para a vida: “Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida” (João 5:24). A fé em Cristo rompe o domínio da morte espiritual e inaugura uma nova condição existencial.

 

Conclusão

    Jesus revela o plano redentor de Deus como um resgate. A salvação não é resultado do esforço humano, mas um dom gratuito da graça divina (Efésios 2:8). Crer em Cristo é reconhecer que o mundo visível é apenas uma sombra transitória, enquanto a verdadeira luz procede de um Reino eterno, incorruptível e sem fim. A primazia do Espírito não nega a realidade do mundo material, mas o coloca em seu devido lugar: como sinal passageiro de uma realidade eterna que só pode ser plenamente encontrada em Deus.

Roberto Sant

sábado, 24 de janeiro de 2026

Por que ler a Bíblia?

 

Por que ler a Bíblia?


    Antes de questionarmos o valor da Palavra de Deus ou o motivo pelo qual devemos ler a Bíblia, é fundamental buscarmos compreensão sobre a nossa própria origem. Perguntas como de onde viemos, quem somos e qual é o propósito da nossa existência são essenciais para qualquer reflexão honesta sobre a vida. Uma verdade se impõe de forma clara e racional: nada surge de maneira espontânea ou por mero acaso, sem uma causa anterior. Tudo o que existe possui origem, ordem, propósito e, consequentemente, um criador.

    Por mais que se levantem teorias e esforços intelectuais para explicar a vida apenas sob uma perspectiva material ou científica, tais explicações mostram-se limitadas quando confrontadas com a complexidade do universo, a estrutura extraordinária do ser humano e sua inegável necessidade espiritual. A existência de um Criador universal não é apenas uma resposta de fé, mas também uma explicação coerente e consistente para a origem do universo material, para a consciência humana e para o anseio espiritual que habita em cada indivíduo.

    Nesse contexto, a Palavra de Deus se revela como algo singular e incomparável. Não há nada mais impactante, transformador e gratificante do que ela. A Escritura não se impõe à força, mas se oferece àqueles que estão dispostos a ouvir, enxergar e discernir. Quem tem ouvidos, ouça; quem tem olhos espirituais, observe; quem carrega esperança no coração, creia com humildade e receba a mensagem de vida que ela transmite.

    A afirmação “A tua palavra é mais doce do que o mel” (Salmos 119:103) expressa de forma poética e profunda o efeito da Palavra de Deus na vida humana. Assim como o mel era considerado um dos alimentos mais preciosos e nutritivos da antiguidade, a Palavra divina proporciona prazer, sustento espiritual e fortalecimento interior. Ela traz alegria à alma, discernimento à mente, refrigério ao coração e direção segura, mesmo em meio às adversidades da vida.

O significado dessa doçura espiritual

Prazer e satisfação: Assim como o mel agrada ao paladar, a Palavra de Deus gera contentamento e satisfação espiritual genuína.
Nutrição e energia: A Bíblia é alimento para a alma, fortalecendo o espírito e renovando as forças interiores, assim como o mel nutre o corpo.
Sabedoria e discernimento: Seus ensinamentos iluminam o caminho, funcionando como lâmpada para os pés e luz para a jornada, oferecendo uma sabedoria muito mais valiosa do que qualquer prazer momentâneo.
Alívio e cura: Em tempos de dor, angústia e incerteza, a meditação na Palavra traz consolo, restauração e esperança, conforme reiteradamente prometido nos Salmos.

Como ter essa experiência e experimentar a doçura

    A doçura da Palavra não é apenas teórica, mas vivencial. Ela se manifesta por meio da leitura atenta e da meditação constante, quando o coração se abre para aprender e ser transformado. Práticas como devocionais criativos, oração, tornam esse encontro ainda mais profundo e prazeroso. Acima de tudo, é necessário desejar a Palavra com o mesmo anseio com que se deseja um alimento essencial.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Vaidade

 

Vaidade

    A vaidade é um sentimento sutil e enganador. Embora muitas vezes tentemos negá-la, ela se manifesta constantemente em nossas atitudes e pensamentos, infiltrando-se de forma quase imperceptível no cotidiano. Trata-se de um orgulho excessivo, de uma busca desmedida por reconhecimento, glória pessoal e aprovação alheia, além do apego exagerado a bens materiais e aparências passageiras. Tudo isso desvia o coração humano do verdadeiro propósito: Deus e os valores eternos.

    Somos frequentemente impulsionados pela vaidade, quando, na verdade, o que nos convém é sermos guiados pela Palavra de Deus, alinhando nossos desejos e pensamentos às realidades espirituais e eternas. O ser humano, por sua natureza, tende a ser seduzido pelo que é visível, imediato e temporário. Busca prazeres momentâneos, vive em função da satisfação de seus próprios desejos e, muitas vezes, se desconecta da consciência da igualdade, da limitação e da finitude da vida.

    A Bíblia é clara ao condenar a vanglória, a autoexaltação e a busca incessante por reconhecimento externo. Essas atitudes são associadas à vaidade, que o livro de Eclesiastes descreve como “correr atrás do vento” (Eclesiastes 1:2), uma metáfora poderosa para o vazio existencial produzido pela soberba. Quando o homem se coloca no centro de tudo, afasta-se de Deus e, inevitavelmente, experimenta frustração e vazio interior.

    Vivemos, assim, em constante luta contra nós mesmos, combatendo nossos desejos desordenados e aprendendo a reconhecer nossos limites. Nesse contexto, é fundamental distinguir cuidado pessoal de vaidade. Cuidar da aparência, buscar excelência ou desenvolver talentos não é pecado em si. O problema surge quando essas atitudes têm como motivação a autoexaltação, o orgulho ou a necessidade excessiva de admiração. A intenção do coração é o elemento decisivo diante de Deus.

    A Palavra de Deus nos confronta com a linguagem forte do livro de Eclesiastes: “Vaidade de vaidades, vaidade de vaidades, tudo é vaidade! Que proveito tem o ser humano de todo o trabalho com que se afadiga debaixo do sol?” Essa advertência ecoa também no ensino de Jesus em Lucas 12:13–21, ao alertar contra a ilusão da segurança nas riquezas e na acumulação material.

    Trata-se de uma mensagem dura, porém profundamente real. Somos chamados a investir no crescimento espiritual, a cultivar a humildade, a viver de forma produtiva no coletivo e a desenvolver o amor ao próximo. Acima de tudo, devemos manter o coração centrado na missão maior: espalhar o bem supremo, que é a salvação em Cristo Jesus.

    Por isso, a renovação da mente é indispensável, para que não nos conformemos com os padrões deste mundo, mas experimentemos a boa, perfeita e agradável vontade de Deus (Romanos 12:2). Somente assim venceremos a vaidade e encontraremos sentido verdadeiro para a vida.