Isto significa vida eterna: Que absorvam conhecimento de ti, o único Deus verdadeiro a e daquele que enviaste, Jesus Cristo. João 17:3

Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e a tua casa. Atos 16:31

sexta-feira, 10 de outubro de 2025

As Necessidades Humanas à Luz de Cristo

 

As Necessidades Humanas à Luz de Cristo

   Olá, abençoados e abençoadas. Hoje quero refletir sobre as necessidades humanas em suas dimensões física, emocional e espiritual. Embora sejamos seres que precisam de alimento, abrigo e afeto, a Escritura nos revela que, em última instância, a única necessidade essencial é Jesus Cristo. Eu preciso de Jesus, você precisa de Jesus, todos nós precisamos de Jesus, e somente d’Ele.

Jesus declarou: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.” (João 14:6). Essa afirmação não é apenas uma revelação divina, mas também a comprovação da nossa dependência espiritual. Sem Jesus, não há reconciliação com Deus, não há salvação, nem vida plena.

    Muitos pensam que precisam de religião, de regras, ou de instituições humanas para se achegar a Deus. No entanto, o Evangelho nos ensina que a verdadeira salvação não está nas práticas externas, mas na graça e no amor de Deus revelado em Cristo. A Escritura afirma: “Nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem principados, nem potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Romanos 8:38-39).

    Isso significa que nada terreno pode garantir a salvação. Ela depende de uma única decisão, reconhecer que precisamos de Jesus. Deus não precisa de nós; o céu não depende da nossa existência. Mas nós dependemos inteiramente de Jesus para sermos salvos. Ele é o único mediador entre Deus e os homens, a única ponte entre o humano e o divino.

A Obediência como Prova de Amor

    Muitos afirmam: “Eu sou de Jesus”. Mas será que essa declaração é uma verdade vivida, ou apenas um sentimento de boa intenção? Jesus mesmo advertiu:

“Por que me chamais ‘Senhor, Senhor’, e não fazeis o que eu digo?” (Lucas 6:46).


     O verdadeiro discípulo não é aquele que fala de Jesus, mas aquele que vive segundo a Sua Palavra. Ser de Jesus é se submeter à Sua vontade, obedecer aos Seus mandamentos e manifestar Seu amor ao próximo.

    Jesus, em todas as suas pregações, exaltava o Pai celestial e reconhecia a fraqueza humana. Sabia que o homem tem dificuldade em cumprir até o mais simples mandamento: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” Esse amor não é seletivo nem condicionado às conveniências. Amar verdadeiramente é um ato de entrega, um reflexo do amor divino que habita em nós.

   Quem ama a si mesmo cuida do corpo, da mente e do espírito; busca segurança, saúde e bem-estar. Portanto, amar o próximo da mesma forma implica desejar e trabalhar pelo bem dos outros, parentes, amigos e até desconhecidos. Amar é agir com compaixão, é se importar com quem sofre, é olhar além das aparências.

O Verdadeiro Sentido do Amor e da Religião

    Quando Jesus foi chamado de “Bom Mestre”, respondeu: “Ninguém é bom, senão um só: Deus.” (Mateus 19:17). Assim, aprendemos que o amor verdadeiro e a bondade autêntica têm origem em Deus, e não nas emoções humanas.


    O amor não é apenas um sentimento; é uma força divina, uma essência que procede do próprio Criador. Por isso, não existem diferentes formas de amor, existe um só amor, e esse amor é Deus. Como diz a Escritura: “Deus é amor.” (1 João 4:8).

   Deus não precisa de nossas ofertas materiais, nem de rituais grandiosos. Mesmo assim, Ele nos amou primeiro, quando ainda éramos Seus inimigos. Essa é a mais profunda demonstração de graça que existe.

    Infelizmente, muitos transformam a fé em religiosidade superficial. Jesus condenou duramente os fariseus e escribas por praticarem uma religião hipócrita, centrada em rituais e aparências, em vez de em amor e misericórdia. A fé verdadeira não é formalidade; é transformação interior.

    O apóstolo Tiago resume de forma brilhante o que é a verdadeira religião: “A religião pura e imaculada diante de Deus é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se incontaminado do mundo.” (Tiago 1:27).

   Quantos órfãos, viúvas e doentes existem dentro e fora das igrejas? Pessoas feridas, vazias, necessitadas de cura, não apenas física, mas também emocional e espiritual. Elas precisam ser alcançadas pelo amor de Cristo, manifestado através de nós.

A Missão de Cristo e o Chamado à Conversão

    Jesus não veio ao mundo para salvar reinos, animais ou proporcionar riquezas materiais. Ele veio salvar o homem, aquele que se perdeu em meio ao pecado e à desobediência. Ele tomou sobre Si as nossas dores e enfermidades, foi ferido por causa das nossas transgressões e moído por causa das nossas iniquidades. “O castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas Suas pisaduras fomos sarados.” (Isaías 53:4-5).

    A salvação, portanto, não é automática; é uma resposta à graça. Somos chamados a reconhecer nossa condição, a nos humilhar diante de Deus e a aceitar o sacrifício de Cristo como ato de redenção. Quem entende o preço pago na cruz não vive mais para si mesmo, mas para Aquele que morreu e ressuscitou por nós.

    Deus nos concedeu o livre-arbítrio não para fazermos o que quisermos, mas para escolhermos amá-Lo livremente. Fomos criados à Sua imagem, e o sopro de vida que Ele colocou em nossas narinas é a centelha do Seu Espírito. No entanto, muitos desprezam esse dom, vivendo como se fossem meros animais, guiados por instintos, e não por propósito.

    O ser humano foi criado para algo muito maior: a eternidade. O céu é a nossa verdadeira pátria, o destino reservado para aqueles que permanecem firmes no amor e na fé em Cristo.

Conclusão: A Única Necessidade Verdadeira

   As necessidades humanas básicas são: água, alimento, ar e abrigo, garantem a sobrevivência do corpo. Mas Jesus oferece algo infinitamente maior: a vida eterna. Ele disse: “Quem beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede.” (João 4:14) e “Eu sou o pão da vida; quem vem a mim jamais terá fome.” (João 6:35).

    Portanto, o que realmente precisamos é de Jesus Cristo a fonte de toda vida, consolo para a alma e esperança para a eternidade. Que possamos reconhecer isso não apenas com palavras, mas com atitudes que reflitam o amor e a graça do nosso Senhor.

Roberto Sant