A diferença entre Jesus e os religiosos
Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo:
“Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.”
Disseram-lhe, então, os fariseus:
“Tu testificas de ti mesmo; o teu testemunho é falso.”
Respondeu Jesus:
“Ainda que eu testifique de mim mesmo, o meu testemunho é verdadeiro, porque sei de onde vim e para onde vou; mas vós não sabeis de onde venho, nem para onde vou.”
(João 8:12–14)
Aqui se evidencia uma diferença fundamental entre Jesus e os religiosos.
Jesus pregava com autoridade, pois anunciava aquilo que ouvira do Pai. Já os religiosos pregavam com convicção humana, baseados em relatos de outros homens, presumindo possuir pleno entendimento e todos conhecem quão grande pode ser a presunção humana.
Jesus, ao chegar a Nazaré, onde fora criado, entrou na sinagoga num sábado, conforme o seu costume, e levantou-se para ler. Foi-lhe entregue o livro do profeta Isaías, e Ele encontrou o lugar onde estava escrito:
“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para evangelizar os pobres;
enviou-me a curar os quebrantados de coração, a proclamar liberdade aos cativos
e restauração da vista aos cegos,a pôr em liberdade os oprimidos e a anunciar o ano aceitável do Senhor.”
Depois de fechar o livro e devolvê-lo ao ministro, assentou-se. Todos na sinagoga tinham os olhos fixos nele. Então Jesus declarou:
“Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos.”
(Lucas 4:17–21)
Jesus pregava ungido pelo Espírito Santo, com uma mensagem unificada, verdadeira e respaldada pela Palavra do Senhor. Os religiosos, por sua vez, pregavam frequentemente o que não conheciam plenamente, recorrendo a subterfúgios, medo do desconhecido e imposições legalistas.
Enquanto isso, Jesus anunciava a cura pela graça, a liberdade, a transparência e as boas novas do Reino dos Céus.
Jesus engrandeceu o Pai em tudo, demonstrando submissão e zelo, esvaziando-se de si mesmo:
“Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus.”
(Filipenses 2:6)
Sua vida foi marcada por total obediência ao Pai.
Os religiosos, embora muitas vezes aparentassem humildade, amor e zelo pelas coisas sagradas, revelavam na prática orgulho, soberba e preconceito, presos à rigidez de normas e conceitos autoritários.
Jesus, o Bom Pastor
Jesus é o Verbo encarnado, a revelação viva de Deus. Ele fala com autoridade porque conhece todas as coisas. Estava com Deus no princípio e estará presente no dia da redenção.
“Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas.”
(João 10:11)
O mercenário foge diante do perigo porque não se importa verdadeiramente com as ovelhas. Jesus, porém, conhece as suas, cuida delas e entrega a própria vida por amor. Ele reúne um só rebanho, sob um só Pastor.
(João 10:11–17)
As qualidades que fazem de Jesus o Bom Pastor
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Santidade – Defensor vigoroso dos princípios celestiais
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Compaixão – Sensível às dores e aflições humanas
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Altruísmo – Veio para servir, não para ser servido
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Humildade – Submisso à vontade do Pai
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Obediência – Fiel até a morte
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Perdão – Demonstrado aos discípulos, aos pecadores e aos seus algozes
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Amor – Puro, verdadeiro e sacrificial
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Misericórdia – Constante e abundante
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Justiça e Verdade – Íntegro em todas as suas ações
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Gentileza e amorosidade – Coração voluntário e cheio de graça
Jesus é o Cristo. Fora dele não há verdade nem redenção, ainda que muitos religiosos insistam em práticas e formas de culto que se afastam do evangelho genuíno.
“Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.”
(João 14:6–7)
Jesus ensinou que seus seguidores deveriam imitá-lo, pois o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos:
(Mateus 20:27–28)
Há, portanto, muitas diferenças entre a pregação de Jesus Cristo e a pregação dos religiosos de plantão. Enquanto Jesus aponta para a graça e para o descanso da alma, muitos religiosos estão presos às coisas deste mundo, impondo usos, costumes e até a Lei Mosaica, judaizando a Igreja e ignorando as boas novas do Evangelho:
“Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.”
(Mateus 11:28)
Jesus deseja que todos sejam salvos e cheguem ao arrependimento. Ele deixa claro que não há outro caminho ao Pai, senão por Ele. Somente o sacrifício de Jesus na cruz é capaz de redimir o pecador e, pela graça, reconciliar o homem com Deus.
Amém.
Roberto Sant













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